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O MEU IMAGINÁRIO

  • 7 de abr.
  • 2 min de leitura

A exposição “O Meu Imaginário”, apresentada no espaço AMILAK, em Lisboa, afirmou-se como um projeto coletivo que reuniu 14 artistas de diferentes geografias, percursos e linguagens, propondo uma reflexão plural sobre o imaginário contemporâneo. Ao longo de quatro dias — 21 e 22 de março, 29 de março e 11 de abril — o espaço transformou-se num território dinâmico, onde pintura, escultura e desenho coexistiram numa narrativa em constante mutação.


Mais do que uma exposição estática, “O Meu Imaginário” assumiu-se como um formato vivo. A cada data, a seleção de obras foi parcialmente renovada, permitindo novas leituras e incentivando o público a regressar. Este caráter mutável reforçou a ideia central do projeto: o imaginário como algo fluido, instável e profundamente pessoal, mas simultaneamente coletivo.



O conjunto de artistas trouxe uma diversidade de abordagens que oscilaram entre o figurativo e o abstrato, o simbólico e o sensorial. Em comum, a capacidade de transformar experiências íntimas, referências culturais e estados emocionais em objetos visuais que convocam a atenção e a interpretação do espectador.





A dimensão performativa teve também um papel central no desenho do evento. Cada um dos quatro momentos integrou atuações que expandiram a experiência expositiva para além do visual. As performances de Sofia Miguel Castro, Daniele dell’Erba, Tó Barbosa e Michel Sapateado introduziram o corpo, o som e o ritmo como extensões do espaço artístico, criando camadas adicionais de perceção e envolvimento.


Neste cruzamento entre disciplinas, “O Meu Imaginário” construiu-se como um lugar de encontro — entre artistas, públicos e práticas — onde a arte se apresentou não apenas como objeto, mas como experiência. Um projeto que reforça a importância de formatos expositivos mais flexíveis e participativos, capazes de refletir a complexidade e a diversidade do panorama artístico contemporâneo.





 
 
 

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